A “praia” canadense

a praia canadenseE finalmente, depois de um longo inverno, a primavera chegou à Saskatoon! :) E no primeiro final de semana com temperaturas beirando os 30 graus, eu corri adivinhem pra onde? Pra praia Pro lago! Isso mesmo, morando em Saskatchewan, a praia mais próxima fica a pelo menos 2.000Km daqui. Os lagos então, são uma alternativa ótima pra curtir o calor.

Hoje, vou contar por aqui sobre dois dos lagos que visitei em Saskatchewan (a província tem centenas de lagos!), um deles em 2011 (e 2012), e o outro nesse último final de semana. Here we go!

Lago Waskesiu: O lago, como a maioria dos outros lagos aqui no Canadá, fica em um dos parques nacionais, o Prince Albert National Park. Saindo de Saskatoon, dirigimos duas horas e meia em direção ao norte, pra chegar à comunidade de Waskesiu. A “cidadezinha” é bem tranquila, e tem várias opções de restaurantes para os visitantes (na última vez fomos nesse restaurante chinês aqui, gostei bastante!). Nas duas vezes que visitei o lago com alguns amigos, em 2011 no meu primeiro intercâmbio, e no ano passado, alugamos chalés (aqui e aqui), e tudo correu super bem! Os chalés tem a cozinha bem equipada, espaços confortáveis, e um deles tinha até lareira. :) O lugar é simplesmente lindo, e vale muito a visita!

Lago Brack Strap: Nao tão famoso quanto o Waskesiu, esse lago é bem pertinho aqui de Saskatoon (40 minutos ao sul). Com uma área gramada maior, e quase nadinha de areia, o local é ótimo pra fazer piqueniques, e praticar esportes. O Black Strap Provincial Park tem estacionamento, e banheiros, mas não tem locais vendendo comida; Por isso, levamos sanduíches e frutas (nham!). Passei o último domingo lá, e já estou planejando voltar em breve! Também vale a visita! :)

Pra terminar, a pergunta que não quer calar.. e a água? Vou confessar… Gelada pra chuchu! Não tive coragem de nadar, entrar… Nada! Coloquei só o pé e desisti! #arreguei Mas quem sabe quando o o verão chegar? Veremos…

:)

Vida de Intercâmbista – Notícias da Espanha

sarah1Já contei por aqui como é minha vida morando aqui em Saskatoon, também já contei por aqui como é a vida da Ju morando lá na Austrália… Hoje vou contar um pouquinho de como é a vida de mais uma amiga pelo mundo, a Sarah, que está em León, na Espanha!

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Moro em León há quase 8 meses e assim como a maioria dos intercâmbistas aqui, sou apaixonada pela cidade. León fica no noroeste da Espanha, tem mais ou menos 135 mil habitantes e é a capital da província de León, que está dentro da comunidade de Castilla y León (para quem não sabe, a Espanha é dividida em comunidades autônomas e estas, por sua vez, são divididas em províncias). A cidade não é muito grande, mas tem toda a estrutura e as facilidades de uma metrópole. Venho de uma das grandes capitais do Brasil e não sinto falta de nada aqui… pelo contrário! Adoro a facilidade de poder ir a pé a qualquer lugar, de não ter engarrafamentos e de não me preocupar com a violência.

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sarah3León também encanta quem gosta de história – a cidade foi fundada em 29 a.C. pelos romanos e por volta do século XX se tornou a sede do Reino de León, que é bastante importante na história da região. Há aqui muitos museus e monumentos dessas épocas preservados, dependendo por onde você anda, tem a sensação de ter voltado no tempo! Além disso, fica no caminho de Santiago, então é bastante comum ver os peregrinos passando por aqui.

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A Universidad de León (Ule) é nova para os padrões europeus, foi fundada em 1979. Mas desde meiados do séc. XIX já existiam faculdades na cidade, vinculadas a outras instituições, a maioria à Universidad de Oviedo. A Ule tem dois grandes campus – o de Vegazana, que fica em León, e o campus de Ponferrada, que é outra cidade a cerca de 110 km daqui. Há intercambistas em ambos lugares, mas a maioria se concentra em León. Aqui há várias residências universitárias, mas a maioria dos estudantes de outras cidades aluga quartos em apartamentos mobiliados, que costumam ser maiores e mais baratos que as residências. Alugar um quarto aqui em León custa em média entre 175 e 250 euros, o que é bem barato se comparar aos valores das cidades grandes como Madrid e Barcelona.

Na Ule há o “Comedor Universitário” e algumas cafeterias espalhadas pelo campus, mas a grande maioria das pessoas vai à casa para comer. O Comedor Universitário seria equivalente ao famoso “bandejão” no Brasil, mas é mais caro – se não me engano custa 6 euros. Por esse preço você tem direito a dois pratos, bebida e sobremesa. O que mais me chamou a atenção foi que aqui entre as opções de bebida estão refrigerante, cerveja e vinho! E o horário de almoço aqui é diferente, geralmente de 14h às 16h.

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A Universidad de León tem bibliotecas em cada faculdade e uma principal, que é a San Isidoro. Em época de prova, a biblioteca fica aberta 24h e inclusive nos fins de semana. E não é incomum vê-la lotada em um domingo à noite!

Outra coisa interessante na universidade é a recepção que fazem aos alunos estrangeiros. Antes do início do semestre fazemos no Centro de Idiomas da Ule um curso intensivo de espanhol por duas semanas e, na semana seguinte, temos várias atividades para conhecer a região e a cultura. Nesse ano letivo de 2012-2013, por exemplo, fizemos viagens a cidades próximas, tivemos almoço típico, eventos esportivos… fomos muito bem recebidos! E os alunos do Ciência Sem Fronteiras ainda têm direito a alguns encontros a mais.

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Aqui na Espanha quando temos alguns dias livres, costumamos viajar. Locomover-se pelo país é fácil e barato e costumamos ir de ônibus aos lugares. E claro, como estamos na Europa, a facilidade de ir de um país a outro é imensa! Os vôos são baratos, há passes de trem que valem muito à pena, alugar carro também sai muito em conta… Então qualquer feriado que surge é mochilão nas costas e países novos a conhecer!

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E quando não viajamos, saímos muito por León. Há uma coisa tradicional na cidade que é “salir de tapas” – você vai a um bar, pede uma bebida e eles te dão de acompanhamento algum aperitivo, que costumam ser batatas, pão com jamón (o presunto tradicional daqui), croquetas… cada bar tem sua especialidade. E sai muito barato – um “corto”, que é um copo pequeno de cerveja, com o tapa, custa em média 1,20€. Outra coisa boa da noite de León é que a grande maioria dos bares e casas noturnas está concentrada em um lugar – o  famoso “barrio Húmedo” – e não se paga para entrar!

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Quem se interessar pela Espanha deixo a dica que comecem a ir atrás de aulas de espanhol e fiquem de olho no exame DELE, já que a partir desse ano está sendo exigido proficiência (no meu edital não foi necessário). E aos que tenham a sorte de vir pra cá, que aproveitem! A Espanha é linda… e não deixem de vir a León! :)

É isso pessoal, quero agradecer a Sarah que topou contar um pouquinho como é a vida de intercâmbista lá na Espanha, e me mandou as fotos e informações com o maior carinho! Obrigada Sarah! :)

Gostaram? Quais outros países vocês querem ver por aqui?

Mãe, olha a gente no jornal!

jornalE não é que a gente saiu no jornal, mãe?

Queria agradecer ao pessoal do Jornal Em Foco, de Betim por ter nos convidado pra contar um pouquinho sobre essa experiência do intercâmbio. Aí vai a transcrição:

“O escritor argentino Alberto Manguel, que adotou o Canadá como pátria cultural afirma: “Esse país é um lugar único, em que as noções de direito cívico têm sentido… Um país que não impõe de maneira forte o preconceito de sua própria identidade”. Este país do extremo norte americano recebe anualmente vários estudantes brasileiros. Anna Luisa Tavares Neto, 22 anos, estudante de engenharia de produção na UFMG, está no Canadá desde setembro do ano passado, aprimorando seu curso de graduação. Beneficiada pelo programa Ciência sem Fronteiras, Anna frequenta a Universidade de Saskatchewan, na região de expressão inglesa do país. O programa contempla universidades públicas e privadas. “A bolsa é integral, não arcamos com nada. De três em três meses a Anna recebe o custeio”, conta a mãe da estudante, a terapeuta ocupacional Maria José Neto. É a segunda estadia da brasileira no Canadá. A ida anterior foi através de um convênio da UFMG. Segundo Maria José, o programa  é excelente “O Brasil tem muito a ganhar com os programas de intercâmbio internacionais. O aluno volta com experiência de vida, além da capacitação acadêmica”, elogia.”

Arrasou mãe! (:

Notícias & Meu primeiro vídeo!

Não falei que voltava? (:

Finamente terminei o semestre acadêmico aqui na UofS! Não tenho palavras pra descrever como estou feliz de ter cumprido mais essa etapa na minha vida! As pessoas que conheci, as matérias que estudei, o quanto eu cresci pessoal, e profissionalmente (não é que vou ser até co-editora de um livro!?), as aventuras, e o aprendizado diário; foi tudo MUITO bacana mesmo!

E agora vem a parte mais esperada do programa: (quase) FÉRIAS, mermão! Só não é férias de tudo mesmo, por que vou trabalhar como estagiária aqui no campus (:

Mas, chega de notícias, vamos a história do vídeo. Há algumas semanas assisti à um vídeo diferente de tudo que eu já tinha visto antes, no Vimeo. No vídeo o autor gravou um segundo por dia, durante um ano e transformou tudo em um curta metragem. Eu fiquei encantada com a forma como as imagens foram gravadas, de vários ângulos, e distâncias… E assisti o tal do video pelo menos umas 10 vezes (atoa, eu sei!).

Inspirada nesse vídeo, algumas semanas atrás, coloquei minha minha câmera pra funcionar, e saí igual uma cineasta boba gravando tudo enquanto era detalhe, por alguns segundos, e coloquei tudo junto pra ver como ficava. Taí, o resultado (obs: Assistam o meu vídeo primeiro, por favor. Se vocês assistirem o outro meu não vai ter nem graça! Haha)

MÚSICA: Heartbeat – Kopecky Family Band

Opiniões, sugestões? (:

Alô, ainda tem alguém aí?

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Não, eu não abandonei o barco!  Passei pra contar que ando passando 40% do meu tempo estudando, 20% trabalhando, e os outros 40% eu penso no tanto que ainda falta pra estudar!

Mas, semana que vem eu volto com um monte de posts bacanas! Vou falar sobre intercâmbio na Espanha, vai ter eu (atoa!) fazendo vídeo, minha casa nova… e tudo mais que eu aprontar nas minhas férias aqui! (:

Até breve!

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No meu iPod – Zaz

Já contei por aqui, que sou uma cantora profissional de chuveiro, né? Adoro cantar, e as músicas sempre me ajudaram muito a aprender e praticar o inglês. Também já contei por aqui que estudo francês há mais ou menos um ano; tudo começou com a história de querer um intercâmbio pra França (eu e os intercâmbios, né? Só Deus!). Como já deu pra perceber, o intercâmbio pra terra da Torre Eiffel mesmo não saiu, mas a vontade de aprender mais uma língua ficou. E foi na busca por músicas pra soltar o gogó, e praticar o francês que encontrei a Zaz!

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Zaz nasceu no centro da França, perto de Tours, e esteve ligada à música desde pequena. A cantora se diz inspirada por Vivaldi; cantoras de jazz, como Ella Fitzgerald, cantores franceses como Edith Piaf, Charles Aznavour, e Jacques Brel. Com uma variedade de estilos e influências (rap, afro, latino, música cubana e francesa), Zaz criou seu próprio som que ela chama de “som jazz-cigano da Zaz”.

Ouvi a música “Je veux” que fez a cantora estourar na Europa, há uma duas semanas… E amei (é a minha favorita!), fui atrás de mais e encontrei muita música boa! Aqui vão as minhas preferidas da cantora, espero que gostem!

Je Veux

La Fée

Les Passants

La Vie en Rose (de Edith Piaf)

 

E aí, gostaram? Mais alguma sugestão de música francesa pra mim?

Vida de Intercâmbista – Notícias da Austrália

aa2Há um tempo atrás contei aqui no blog um pouquinho de como é minha vida morando aqui no Canadá, e enquanto escrevia o post fiquei curiosa.. Como será a vida de outros intercâmbistas pelo mundo? Por isso, resolvi convidar cinco amigas que estão em países diferentes, pra me contar um pouquinho de como é a vida onde elas estão!
No primeiro post dessa série, quem vai nos contar sobre a vida de intercâmbista do Ciências sem Fronteiras é a Juliana (Ju!), que está em Adelaide, na Austrália. 
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Adelaide pode não ser o destino número 1 dos intercambistas na Austrália, mas se eu tivesse que escolher de novo, ela seria minha primeira opção. A cidade é bem grande e capital do Estado “South Australia”, mas com cara de interior, todos conhecem todos, a galera é amigável e, o melhor, toda semana tem uma “house party”. 
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A University of Adelaide é a terceira faculdade mais antiga da Austrália e foi fundade em 1874. A maioria dos prédios são bem antigos e históricos e lembram muito igrejas. O Bonython Hall é um dos prédios mais bonitos e famosos da facul.
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Entre os prédios mais novos estão o “Hub Central” e o “The Braggs”. O Hub é o melhor lugar pra ir quando você quer estudar, passar o tempo,  jogar vídeo game e dormir (sim, muita gente cochila lá). O clima é bem agradável e lá os alunos encontram cantina, muitos (muitos) computadores, máquinas de xerox e impressora, vídeo game , sofás e cozinha.
 
 
Junto com o Hub fica a biblioteca Barr Smith que ocupa três andares do prédio. Outro lugar bem interessante é o Uni Bar, que está sempre pronto pra oferecer aquela cervejinha.

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A uni é cheia de gramados verdes que são usados pra duas coisas: deitar e tomas um sol enquanto espera a próxima aula ou fazer churrasco. Tem churrasco de salsicha (na verdade é um intermediário entre salsicha e linguiça) na Uni quase toda semana, o famoso BBQ ou barbie, para os mais íntimos.
Pausa pro meu comentário: Adorei a pose da Ju nessa foto, meio que em dúvida.. Será que eu experimento esse churrasco?! (:
 
 

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Nos “fundos” da Uni tem o rio mais importante da cidade, Torrens River, onde o pessoal vai correr e admirar a paisagem e os cisnes negros do rio. A Uni fica em uma das ruas mais importantes da cidade, North Terrace, e do lado dos prédio da faculdade ficam a galeria de arte, o museu do South Australia e a biblioteca estadual.
 
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Meu dia a dia é bem resumido em estudos e vinho (porque ninguém é de ferro!), mas aqui em Adelaide tem muitas atividades legais pra fazer. No verão, dá pra ir para o sul ou oeste da cidade e aproveitas as praias que são maravilhosas, ou para o leste e fazer um hiking nas montanhas e cachoeiras. Você também pode pegar bicicletas de graça e pedalar pela cidade e ver as inúmeras igrejas que completam Adelaide.
a10No inverno, indico passeio pelas vinículas que circundam as redondezas ou só um café no centro da cidade. Quem mora em Adelaide DEVE aprender a tomar vinho, é a opção mais popular, e a região do sul da Australia possui os melhores vinhos do país. Outra coisa bem australiana são os famosos “chicken/fish and chips” (frango/peixe com batata frita) que é a unica comida australiana mesmo que consegui encontrar por aqui. Pra fechar os “wildlife parks” são um dos primeiros destinos turisticos onde dá pra alimentar os cangurus e abraçar coalas.a11
É isso pessoal, queria agradecer Ju (Obrigada Ju!) por ter topado participar nessa brincadeira de contar um pouquinho de como é a vida de intercâmbista láá na terra do canguru! Semana que vem tem mais gente nova por aqui!
Fiquei morrendo de vontade de visitar a Austrália, e vocês?